Os filmes contam a história de Tom Ripley, um rapaz que possui um dom incomum: a capacidade de imitar, com perfeição, a assinatura, os modos, a voz, tudo numa pessoa. Certo dia ele recebe uma proposta: ir à Itália encontrar Dickie (ou Philippe, em "O Sol Por Testemunha"), o filho de um milionário, e trazê-lo de volta à América, para perto do pai. Em troca disso, receberá uma boa quantia em dinheiro. Entretanto, Tom acaba gostando do estilo de vida levado pelo herdeiro do magnata, e os dois desenvolvem uma amizade, que resulta com Ripley matando Dickie e assumindo seu lugar.
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| Matt Damon em "O Talentoso Ripley" |
Os "Ripleys" também divergem. Enquanto o de Delon mostra-se mais calculista, frio e aliciador, o de Damon faz mais a linha choramingas, enternecido e até um pouco carente. As diferenças entre eles ficam claras nas cenas do assassinato de Dickie/Philippe, visto que, na primeira adaptação, Ripley já tinha tudo planejado: qual seria a arma do crime e que fim daria ao corpo; já na segunda versão, Tom comete o homicídio após ser terrivelmente ofendido pelo amigo, numa atitude de desespero.
| Alain Delon em "O Sol Por Testemunha" |
Ambos os filmes merecem ser vistos. Pra quem gosta mais do gênero policial, a primeira adaptação cai como uma luva; para os fãs de um drama misturado com um suspense inteligente, a segunda é excepcional. Enfim, um dos raros casos de remakes com sucesso. Anthony Mighella, ao dirigir "O Talentoso Ripley", ousou refilmar um clássico e acabou criando outro clássico.

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